Crítica de arte · Curadoria · Pesquisa · Mentoria para artistas

Interrogar o presente. Revelar outras histórias.

Acompanhamento crítico para artistas na construção de portfólios, narrativas e candidaturas a residências, bolsas, exposições e outras oportunidades profissionais.

Cada candidatura é uma oportunidade de articular a prática do artista com precisão, contexto e uma voz própria.

Sobre

Apoio curatorial aplicado à trajetória do artista.

Manuela Brière é crítica de arte, pesquisadora e mentora e acompanha artistas ao longo de suas trajetórias profissionais.

É doutora em História da Arte e mestre em Filosofia pela Universidade Sorbonne, em Paris, além de graduada em Belas Artes pela Escola Guignard, em Belo Horizonte.

Aliando rigor acadêmico a uma abordagem próxima e colaborativa, ajuda artistas a refinar suas narrativas, fortalecer portfólios e construir candidaturas consistentes para residências, bolsas, exposições e outras oportunidades. Seu trabalho baseia-se no diálogo crítico e no respeito à singularidade da voz de cada artista.

Como posso ajudar

Da reflexão artística a exposições, coleções e novas oportunidades.

Narrativa artística

Clarificar ideias, referências e linguagem para tornar a prática compreensível sem reduzir sua complexidade.

Portfólio e posicionamento

Estruturar o portfólio para que seleção, sequência e contexto escrito reforcem a trajetória do artista.

Candidaturas

Orientar e revisar a construção de dossiês para residências, bolsas, editais, exposições e outras oportunidades profissionais.

Curadoria de exposições

Desenvolver exposições de arte desde o conceito curatorial e a pesquisa até a seleção de artistas e obras, narrativa, textos, coordenação e apresentação ao público.

Colaborações selecionadas

Resultados concretos construídos a partir de um trabalho individual e focado.

São Paulo Residência

Residência Artística FAAP

Acompanhamento de um artista durante o processo de candidatura que resultou em uma residência de três meses na FAAP, em São Paulo.

Nova York Residência

Residência Artística em Nova York

Trabalho com um artista na preparação dos materiais e no posicionamento da candidatura que resultou em uma residência artística de três meses em Nova York.

Aquisição de arte para colecionadores

Construir e cuidar de uma coleção com intenção.

O Estúdio Lápis orienta colecionadores na aquisição criteriosa de novas obras e no desenvolvimento de coleções existentes.

Por meio de pesquisa, perspectiva curatorial e atenção aos interesses de cada colecionador, o Estúdio Lápis ajuda a identificar obras significativas, fortalecer a coerência da coleção e valorizar sua dimensão cultural e seu valor de longo prazo.

Conversar sobre sua coleção

Curadoria de exposições

Amores, Desejos, Paixões

Natureza Fantástica

Espírito Olímpico

Os Becos

A Convidada

O Ovo e A Galinha

Primavera

Pesquisa

Pesquisa sobre artistas e movimentos fundamentais da arte brasileira.

Do Concretismo ao Neoconcretismo na obra de Lygia Pape

Esta pesquisa aborda a transição da artista brasileira Lygia Pape do rigor geométrico do concretismo para a liberdade criativa e participativa do neoconcretismo, analisando a reintrodução do corpo e da subjetividade na obra da artista.

Cosmococa: O lugar do público na obra

Esta pesquisa analisa a participação do público na ativação das icônicas instalações multissensoriais criadas por Oiticica em parceria com o cineasta Neville d’Almeida.

A repetição no obra de Vik Muniz

Esta pesquisa analisa como Vik Muniz transforma imagens já conhecidas por meio da repetição, apropriação e reciclagem. Ao reconstruir obras e ícones culturais com materiais incomuns, o artista questiona memória, percepção, originalidade e o poder das imagens na cultura de massa.

O ovo ou a galinha?

Esta pesquisa curatorial parte da pergunta ancestral sobre o que veio primeiro — o ovo ou a galinha? — para investigar origem, devir e ser em potência, aproximamendo o pensamento aristotélico e hegeliano de ontologias teológicas, africanas e indígenas, do “ovo cósmico” primordial do Big Bang e do papel do território e da ancestralidade na formação da identidade.

Desenvolvida com o coletivo Feminino no Feminino, a exposição convidou 24 artistas independentes a responder à questão por meio de práticas e vivências distintas. As obras entrelaçam identidade, territorialidade, ética, maternidade, memória, gênero, ciclos da natureza e experiência multissensorial, transformando a mostra em uma investigação coletiva sobre a transformação e a pluralidade das origens.

Calendários de mulher nua, batons e loções afrodisíacas: artefatos simbólicos e arquétipos ligados ao gênero, desejo e processos de dominação

Esta pesquisa aproxima obras produzidas nas décadas de 1960 e 1970 por Lygia Pape, Wanda Pimentel e pela artista mexicana María Eugenia Chellet. A partir de Eat Me: A Gula ou a Luxúria?, Envolvimento e Dulces Dieciséis, analisa como o corpo feminino é colocado em cena por discursos normativos da sexualidade e por relações desiguais de poder.

Calendários, batons, loções afrodisíacas, objetos domésticos e outros artefatos simbólicos revelam como feminilidade, erotismo e desejo são produzidos culturalmente. Em diálogo com Simone de Beauvoir, Michel Foucault, Judith Butler e Jean Baudrillard, a pesquisa discute como os arquétipos podem objetificar e limitar as mulheres, mas também ser estrategicamente incorporados, contestados ou transformados.

Primavera, por Flávia Coelho

Elaborada para a primeira exposição individual de Flávia Coelho, realizada na Manoel Macedo Arte em 2023, esta pesquisa curatorial apresenta Primavera como uma mensagem de esperança e florescimento após as incertezas da pandemia. Os galpões da galeria tornam-se ateliê da artista e passagem para um universo simbólico construído por reflexão, resistência, perseverança e deleite.

O estudo acompanha as diferentes linguagens da prática de Coelho, da pintura e da performance à fotografia e ao vídeo.

Qual crítica o Neoconcretismo brasileiro pode lançar à Arte como Experiência de John Dewey?

Esta pesquisa aponta possíveis caminhos pelos quais Arte como Experiência, de John Dewey, pode ter alcançado o Neoconcretismo brasileiro, incluindo Josef Albers, a Bauhaus, a revista Art Front e Meyer Schapiro. O texto compara a estética de Dewey às ideias e práticas de Lygia Clark, Hélio Oiticica e Lygia Pape, destacando afinidades e vínculos históricos ainda pouco esclarecidos.

A tensão central está entre a compreensão metafórica de Dewey sobre a arte como experiência e a transformação neoconcreta da obra em acontecimento vivido e participativo, por meio da desmaterialização gradual do objeto. Embora ambos situem a experiência estética na vida social, o Neoconcretismo inverte a sequência formativa de Dewey ao extrair a arte da cultura popular e devolvê-la à cultura brasileira como força de renovação da percepção e da participação.

Portas abertas dos ateliês de mulheres artistas e artesãs de Belo horizonte e região metropolitana

O Portas Abertas é um projeto de arqueologia preventiva que busca dar visibilidade à produção de mulheres artistas e artesãs cujos trabalhos, muitas vezes, permanecem à margem dos circuitos institucionais e das galerias de arte e, consequentemente, pouco conhecidos pelo público. Ao abrir os ateliês à visitação, o projeto propõe uma aproximação direta entre público, artistas e processos de criação, revelando as obras, os espaços, as práticas e o cotidiano que constituem o fazer artístico. A iniciativa possui, assim, uma importante dimensão educativa e de preservação da memória, contribuindo para ampliar o reconhecimento e a compreensão da produção artística feminina em Belo Horizonte e sua Região Metropolitana.

Publicações, pesquisas e cursos

Escrita, ensino e trocas entre arte e filosofia.

O Realismo social francês no século XIX

O realismo social francês do século XIX buscou representar de forma direta a vida cotidiana, o trabalho e as condições sociais das classes populares. Artistas como Gustave Courbet romperam com a idealização acadêmica, colocando trabalhadores e pessoas comuns no centro da representação artística.

Curso de aquarela

O curso de aquarela destinado a artistas e ao público em geral combina experimentação e prática, abordando materiais, cores, transparências e diferentes possibilidades expressivas da aquarela.

Curso livre “Sur la Peinture”, de Gilles Deleuze

O curso propõe uma leitura e discussão de Sobre a Pintura, de Gilles Deleuze, explorando os principais conceitos desenvolvidos pelo filósofo em torno do ato de pintar. A partir da relação entre filosofia e arte, aborda questões como criação, sensação, cor, espaço e os processos próprios da prática pictórica.

Cursos preparatórios para provas de aptidão e habilidades específicas em artes

O curso preparatório para as provas de aptidão oferece formação prática e orientação direcionada aos processos seletivos das escolas de arte, especialmente da Escola de Belas Artes da UFMG e da Escola Guignard. O curso desenvolve habilidades de desenho, percepção, composição e expressão visual, preparando o candidato para as exigências específicas das provas.

Seminário internacional Groupe “Zero” em Paris, Milão e Düsseldorf

Em colaboração com o projeto europeu “Réécrire une nouvelle histoire de l’Europe”, INHA-Paris, LabEx EHNE e Centro de Pesquisa André Chastel · Paris, França

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